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Brasil se escreve com S
Meu BraSil se escreve com S,
de sangue, suor, silêncio e sementes,
se escreve com a saudade de tudo que fomos,
dentro da solidão de tudo que nunca deixaremos de ser.
É BraSil com S
de sequazes sabiás, de solitários salgueiros,
das seringueiras surrupiadas, do sertão supurado,
do samba sofrido, de soldados sem sentido,
do saber suturado, de bocas silenciadas em segredo.
Com S, meu BraSil
é seio de mãe, a sorver sentida, a vida severina.
É o suor sacrificado, de tantos pais sem serviço.
É a educação sofismada de cada criança suportada.
É a sombra seca da fome nos pratos sujos de sangue.
Com S
de suspeitas supremacias, sonegando sonhos simplórios,
de uma sociedade sem senso, seguindo slogans sem substância,
de um povo com almas sugadas, substituídas por planilhas superfaturadas.
Esse BraSil com S
segue serpenteando na dança para não sucumbir.
Sofre, solfeja, sibila, sufoca em sufrágio.
Sublime gigante explorado, bonito, sentenciado.
O meu BraSil se escreve com S
de sol superveniente,
das sóbrias sementes sobreviventes,
dos saberes despertos contra a sina servil.
S
de sangue bom,
da sabedoria dos seniores,
das sentinelas sinópticas,
da sutileza dos poetas,
da subversão do mal.
E se um dia tudo parecer sem saída,
lembrem que
meu BraSil que se escreve com S é:
super-herói sedento de sorte,
sobrevivente sagrado
de sina santificada!
BraSil que se escreve com S,
Coração soberano que pulsa
em sonhos verde e sol em amarelo!
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Meu BraSil se escreve com S e o seu?
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Esse poema pertence à coletânea Antes que o Dia Amanheça, foi concebido em uma madrugada aquecida de janeiro de 2025.
by
Anna Viggianni
@annaviggianni
#annaviggianni
#meubrasilseescrevecoms
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