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Pobres Rimas
São tantas rimas pobres
Espalhadas nas cores
De mil penas nobres
Que camuflam nossas dores.
Versos naufragados na avenida,
Afogados nos passos distraídos do sambista.
A porta-bandeira gira e avisa:
Hoje a fome espera fora dessa pista.
A noite vira dia,
Desvira em noite toda vez.
O brilho escorre pelo asfalto,
Na promessa que não se refez.
E o silêncio torna
Às casas, às contas, às esquinas.
Sobram confetes, ressacas
E as mesmas pobres rimas.
Anna Viggianni